Os trabalhos técnicos de controle de qualidade durante muitas décadas foram realizados pelas empresas concessionárias públicas de energia elétrica do país, as quais eram verdadeiros celeiros formadores de profissionais de alta competência que atuavam com dedicação incansável no desenvolvimento de engenharia de controle de qualidade em obras de terra, rocha e concreto.

Muitos deles que atuavam nessa área alcançaram elevado reconhecimento nacional e internacional, no meio dos empreendedores de grandes barragens, tornando-se consultores especializados em áreas geotécnicas e de tecnologia de concreto. Portanto nesses tempos heróicos da construção de grandes barragens formavam-se gerações de engenheiros, pesquisadores e professores que davam continuidade aos trabalhos de controle de qualidade das obras dos complexos empreendimentos de geração de energia elétrica do país.

A partir da década de 90 o modelo do setor elétrico sofreu uma reformulação profunda nos critérios de concessão para geração de energia. As concessões passaram a ser delegadas prioritariamente para a iniciativa privada e também através de parcerias com empresas ligadas ao governo.

Desta forma também o modelo de gestão de controle de qualidade sofreu um impacto nos critérios e modelos a serem adotados no gerenciamento do controle para que a obra fosse construída com garantia de qualidade conforme preconizado no projeto. A questão qualidade x produtividade, que antes tinha protagonistas distintos, passou a ser normalmente parte dos consórcios EPC, sendo, portanto questão interna dos construtores / fornecedores, algumas vezes enfraquecendo a posição do controle de qualidade face à premência de cumprimento de prazos de execução.

Estamos convivendo com essa anomalia paradoxal, ocorrendo discussões muitas vezes inadequadas por falta de experiência por parte dos detentores da concessão privada e em outras situações pela própria cultura impositiva do controlador adquirida por convivência de muitas décadas em empresas estatais.

Esse antagonismo entre executor e controlador durante muitos anos de convivência no trabalho, cria algumas vezes uma situação extremamente perigosa na construção de barragens. A equipe que faz o controle de qualidade está perdendo a sua identidade e tornando-se uma defensora ou justificadora de omissões e erros de construção por falta de profissionais habilitados com experiência para execução de barragens. Se essa situação permanecer poderemos presenciar, em médio prazo acidentes desagradáveis nas construções.

Objetivando realizar a gestão de controle de qualidade de modo adequado foi constituída a empresa Techdam Tecnologia para Barragens, fundada em maio de 2007, sediada em Curitiba PR.

Constituir uma empresa de controle de qualidade como a Techdam sempre foi uma aspiração dos sócios que têm atuado desde o inicio da década de 60 em projetos dos mais variados portes. Esta extensa experiência conjunta consolidou uma unidade de critérios técnicos, a qual resulta em objetividade na atuação e em garantia de qualidade em áreas envolvidas no controle de qualidade de obras de terra, rocha e concreto.

Desta forma podemos considerar que a empresa já nasceu com grande experiência, pois seus sócios foram de atuação destacada no meio técnico por muitos anos no controle tecnológico de obras hidrelétricas na área de tecnologia de concreto e mecânica dos solos.

A senioridade dos membros da Techdam demonstra uma experiência acumulada e um acervo técnico que capacita executar os variados tipos de controle de qualidade de concreto e solos dentro do espírito de equipe coesa, solidária e parceira.


Engº Douglas E. Moser, M.Sc.
Techdam - Tecnologia de concreto e solos para barragens e usinas hidrelétricas

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